População excedente administrada
Categoria crítica para investigar a articulação entre perda de centralidade produtiva, tratamento persistente de grupos como custo ou risco, retirada injustificada de proteção e redução dos meios efetivos de negociação e contestação. Exige identificar práticas e efeitos; não atribui às pessoas uma condição essencial de excedência nem pressupõe ausência de toda função econômica.
Autoria e delimitação
Formulação ou delimitação específica documentada por Jandislei Antonio Genova na obra citada; não reivindica criação histórica de seus antecedentes.
Escopo analítico
O que o conceito permite examinar
- 01
Examina a articulação entre perda de centralidade produtiva, tratamento como custo ou risco, retirada injustificada de proteção e redução da negociação e contestação.
- 02
Identifica decisões, recursos suprimidos, barreiras de acesso, prazos e alternativas bloqueadas, inclusive entre pessoas ainda ocupadas.
O que não se reivindica
Desemprego, pobreza ou assimetria contratual isolados não completam o diagnóstico. Não pressupõe ausência de toda função econômica nem plano coordenado de abandono. Efeitos e responsabilidades devem ser demonstrados; a pessoa excede sua função econômica.
Onde a formulação foi desenvolvida
Livro 3, A Soberania Capturada, edição portuguesa v8.20. Capítulo 14. Glossário, p. 277.
Como citar esta entrada
GENOVA, Jandislei Antonio. População excedente administrada [verbete conceitual autoral]. In: GENOVA, Jandislei Antonio. Arquitetura intelectual. 29 out. 2026. Disponível em: https://jandisleigenova.com/conceitos/populacao-excedente-administrada. Acesso em: [dia mês ano].
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