Tecnomoralética
Gramática discursiva, institucional e métrica pela qual relações de exploração, concentração ou controle tecnologicamente mediadas são apresentadas como inovação, eficiência, personalização, liberdade de escolha ou inevitabilidade, reduzindo a visibilidade das decisões humanas e deslocando responsabilidade para os indivíduos afetados.
Autoria e delimitação
Categoria diagnóstica delimitada por Jandislei Antonio Genova no Livro 3; a contribuição recai sobre esta formulação específica, não sobre a origem dos debates entre tecnologia e moralidade.
Escopo analítico
O que o conceito permite examinar
- 01
Compara discursos de inovação e eficiência com regras, métricas, incentivos e efeitos documentados.
- 02
Investiga justificações morais e institucionais de relações de poder, além da linguagem que atribui agência à IA.
- 03
Relaciona visibilidade das escolhas humanas, atribuição de responsabilidade e possibilidade de contestação.
O que não se reivindica
Não torna suspeita toda inovação ou alegação de eficiência. A aplicação exige documentos, práticas e efeitos identificáveis; não pressupõe fraude intencional ou coordenação secreta. Distingue-se da naturalização semântica da irresponsabilidade por abranger também legitimação moral, institucional e métrica.
Onde a formulação foi desenvolvida
Livro 3, A Soberania Capturada, capítulo 34 e glossário.
Como citar esta entrada
GENOVA, Jandislei Antonio. Tecnomoralética [verbete conceitual autoral]. In: GENOVA, Jandislei Antonio. Arquitetura intelectual. 29 out. 2026. Disponível em: https://jandisleigenova.com/conceitos/tecnomoraletica. Acesso em: [dia mês ano].
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