Consentimento arquitetado
Consentimento obtido dentro de uma interface desenhada pela parte interessada em sua obtenção. A categoria desloca o exame da aceitação formal para as condições concretas de compreensão, recusa e escolha organizadas pelo design.
Autoria e delimitação
Delimitação analítica adotada por Jandislei Antonio Genova no Livro 2, em diálogo com estudos sobre arquitetura da escolha e padrões manipulativos; não reivindica autoria histórica desses antecedentes.
Escopo analítico
O que o conceito permite examinar
- 01
Examina clareza, saliência, sequência de telas e acesso às alternativas.
- 02
Verifica fadiga, fricções de recusa ou saída e vantagens obtidas pela parte que controla a interface.
- 03
Relaciona o processo de adesão às condições materiais de formação da vontade.
O que não se reivindica
O desenho interessado da interface não torna todo consentimento inválido. Vício, ilicitude, dano e responsabilidade exigem os pressupostos e a prova pertinentes ao caso.
Onde a formulação foi desenvolvida
Livro 2, A Monetização da Vulnerabilidade, glossário e Apêndice I. Localização na prova editorial consultada: pp. 137 e 150; a paginação da edição comercial não foi confrontada.
Como citar esta entrada
GENOVA, Jandislei Antonio. Consentimento arquitetado [verbete conceitual autoral]. In: GENOVA, Jandislei Antonio. Arquitetura intelectual. 29 out. 2026. Disponível em: https://jandisleigenova.com/conceitos/consentimento-arquitetado. Acesso em: [dia mês ano].
Substitua o campo entre colchetes pela data em que a página foi consultada. Para trabalhos acadêmicos, cite também a obra ou o artigo originário indicado acima.